sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sampa

O destino é quase sempre certo... Sampa! Quando as mil malas e tranqueiras estão empilhadas já sei, vamos para São Paulo ver a parte da minha família que é de lá...vovô Giba, vovó Angelina, tia Má, tia Mô, tia Rosa e tio Cau (ou Dudu). Eu sei falar o nome de todo mundo! Já fui para Sampa 4 vezes! Fico curtindo o apê, matando a saudade, corro na entrada do prédio e quando o tempo ta legal, damos umas voltas. Já fui no Parque da Aclimação, fui visitar um monte de amigos do papai e suas famílias (Miúda, pai da Isabela e da Georgia, Eder, pai da Isadora, Ferdu, que logo convence a tia Ju de me dar um amiguinho!eheh e vários outros!).
Dessa última vez, em setembro, a viagem foi demais! Fui à feira (aliás, em Marília também tenho ido às quintas à noite, encontrar meus queridos "porquinhos", "tapete da Minie", tomar suco, comer pastel e claro, exercer minhas profissão...fazer sucesso!!). A tia Má me levou no Shopping, eu achei um provador fechado e corri por séculos entre aqueles espelhos enormes, todos só para mim. Agora, o mais legal foi que no alto do shopping os aviões passam bem pertinho da nossa cabeça porque logo ali é o aeroporto! Pirei, né? Até hoje lembro toda hora...avião, grande, cabeça....".
E demais também fui conhecer o Aquário de São Paulo! Pinguins, tubarões, peixinhos, jacaré, muito legal! Que saudades de Sampa, dos meus vovôs e titias! Mas, logo logo a gente se vê de novo!




Crescer ou não crescer... eis a questão!!!

Blue eyes, tchutchuca, pica pau, picurrucha, guni guni, pirulita, babolina, tesouro adorado, sem contar os clássicos linda, querida, baby ... em diferentes momentos, para cada pessoa eu tive esse monte de apelidos, alguns pegaram mais outros menos. Agora, se fosse hoje, com 1 ano e sete meses, o mais certinho seria mesmo "Papagaio"...esse tinha tudo a ver! Ainda bem que ninguém pensou nisso ainda! Gente, aprendi de vez a falar tuuuuudo!


Primeiro repetindo, repetindo... Agora já invento sozinha o que quero falar! Comecei com umas palavrinhas de 2 sílabas, elas foram crescendo, daí comecei juntar uma com a outra e hoje são frases inteiras mesmo! Falo toda hora, com os outros, com as bonecas, as flores, os cachorros, o vento ou sozinha mesmo! Algumas das minhas primeiras frases completas: "Não precisa chorar, menino!" (para o cachorro da vovó que choramingava no portão), "Nunca nunca na piscina sozinha, papai ensinou!" (aprendi certinho a lição e nem chego perto!), "Deixa eu morder a bolinha de fabão?" (mesmo de sabão, pareciam tão suculentas girando no ar!).


Já falo no telefone, pego o celular e saio andando, contando tudo do meu dia, gesticulando, caras e bocas. E claro, adoro cantar... primeiro eu finalizava as frases das músicas com a última palavra, agora sozinha eu falo um monte delas, com ritmo e canto: "Gato na tuba", "Sapo pululú", "Borboletinha na cozinha", "Sonha sonha Marcelino" e tudo mais que vem na telha! Logo cedinho eu mal acordo e já falo o nome do desenho que eu quero ver. Meus preferidos variam de tempos em tempos, mas to amando Madagascar. Acordei esses dias e gritei: "A Zeba é legal!". Também adoro o desenho da minha xará Alice, um filme do Garibaldo, da Vila Sésamo e muito mais. Mal acordo, peço para ir para a sala e quero mesmo é "bater papo" (mostro com a mãozinha no pescoço!).





Também acabo de aprender as cores! Por um tempo tudo era "Amarelo"... não sei se é minha or preferida, mas é meu nome de cor favorito, com certeza. Tudo que me perguntavam a cor, eu nem pensava..."Marelo!". Agora não! Já entendi as diferenças, tem o rosa, vermellho, verde, preto, branco, roxo, azul, lilás...quanta cor bonita nesse mundão!





Agora, pedir o que eu quero é o que mais falo, né? Principalmente o que mais estou querendo atualmente que é minha independência, sabe? Toda hora, dou uma afastada na mão de quem quer me segurar e digo "Sozinha! Alice sozinha!", quero comer sozinha, tomar meu banho e até ficar em pé em cima da mesa, que ninguém deixa, sei lá porque. Daí tem hora que mudo de idéia, choraminho, peço "colo" ou "juntos", falo no diminutivo "mãezinha (linda)", "paizinho (lindo)". É um conflito, sabe? Crescer ou continuar um bebezinho? Eis a questão! Acho que vivemos esse dilema o resto da vida, né? Melhor aproveitar bem enquanto posso!




Para demonstrar que ainda quero aproveitar muito todo esse mimo, mamãe estava me beijando esses dias e eu disse pra ela: "beijoqueira!" Daí puxei ela com uma mão, o papai com a outra, grudei o rosto deles no meu rosto e disse: "Dois amores!" Eles quase morreram de alegria, né?




quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dia das Mães

Vídeo que eu e o papai preparamos com todo carinho de presente para mamãe no "Dia das mães":

http://www.youtube.com/watch?v=iBbP_GmdS2w

Tagarela: primeiras palavras e não parei mais!



Teve um período que a vovó começou a brincar comigo mexendo a boca, mas sem emitir som...achava o máximo! E até entendia o que ela estava "falando". Os sons malucos que eu falei que fazia eram tipo chacoalhar os lábios e fazer "buuuuum" cuspindo um monte, estalar a língua. Muitos exercícios bacanas e engraçados. Com uns 6 meses eu falei mesmo minhas primeiras palavras, PAPA e MAMA, claro! Não lembro bem, mas acho que primeiro falei papa e logo mama, mas eu não sabia quem era quem nessa época, falava isso para os dois. Depois comecei a entender e já há uns meses são "papai e mamãe", falo certinho. Geralmente chamo a mamãe no meio da noite e o papai quando acordo. Com uns 8, 9 meses comecei a falar outras palavras...minha favorita era "nenê". Toda boneca e toda criança que encontrava pela frente. Na verdade até hoje é assim. Também comecei a chamar nossa cachorra "Lula", com a língua meio enrolada e o "menino", cachorro da vovó, de "nino".



Logo mamãe me ensinou "ábua", para não correr o risco de passar sede. E claro, como não poderia deixar de ser, aprendi o "nan", que hoje já é "não", a falar e fazer com meu dedinho. Primeiro quando comecei a entender o que não queriam que eu fizesse, tipo por o dedo na tomada. Daí eu ia perto, recuava e já dizia "nan, nan". Depois porque eu adorei usar essa palavra a meu favor, neh? Quando me pedem para fazer algo, posso dizer "nan" e minha vontade é atendida (nem sempre, mas eu tento). Até quando cantam para mim. Começam a canção e eu digo "não", pois quero outra música, quero "virar o disco", como diriam nos tempos dos meus pais. Falando em música, eu já to aprendendo a cantar. Comecei lá com uns 8 meses, a acompanhar um "aáaaaaa...." com a mamãe. Depois, aprendi a ninar minhas bonecas, cantando "nana"...Hoje tenho meu próprio estilo. Vocês podem curtir meu maior hit "babababa" nesse vídeo que é pura energia:



www.youtube.com/watch?v=kN-q467sDt0



Além do meu talento como cantora, vocês podem ver que sou uma dançarina nata. Para incrementar um pouco , umas semanas depois aprendi a andar de costas, ficar na ponta dos pés, correr e to tentando pular..ufa!



Bom, quando faltava pouco para meu níver de 1 aninho aprendi a mostrar o número (já usava meu famoso dedinho, como contei antes!) e a falar "hum", a pedir coisas, dizendo "dá" e a dar, dizendo "to", apesar que confundi os dois por um bom tempo. A partir do meu níver de 1 ano minha vida mudou muito, gente! Eu to mesmo deixando de ser um bebê e virando uma criancinha muito rápido! Nem dá mais para dizer exatamente quando aprendi cada palavra porque cada dia começo a falar muitas novas. O nome de todos eu já sei, né? Vovô (ou Bem, como ele é chamado assim pela vovó, aprendi também!), vovó, titia (falo timidamente, baixinho), tem a tia Má, a Mô e a Pri, babá (Ivone), Bis (bisa), Cau (Nescau). Daí tem meu vocabulário básico, em parte falado mesmo, em parte interpretado pelos meus cuidadores, que já inclui: Tetê, naná, papá, mamá, baim (banho), andá, dê (esconder), dedê (desenho), chão, bola, lua, sol, Luiz (luz), mais, qué (quero), é, lão (violão), mamão, pão, bolo, banana, pê (pêra), melão....nossa! Perdi as contas!



Adoro brincar com as palavras. Tudo que eu escuto, tento imitar, um papagainho mesmo. Tento completar as frases das canções e poemas, tipo batatinha quando nasce...falando chão, cão (coração), quando contam 1,2,3 e...falo "já" ou 1,2,3,4,5,6,7,8,9...falo" deiz" e também tem o "jogo do contra". Se falo "lá", mamãe me diz "aqui" e isso se repete várias vezes até que ela de repente me imita e diz "lá" também. Imediatamente eu inverto e falo "aqui" e caímos na risada! Isso também serve para "sim" e "não" e é muito legal!

Gestos e palavras: quero é me expressar!!!!

Eu me expresso muito antes de nascer, né? Chutava a barriga da mamãe, era a "mexilhona", como diziam. Depois que nasci, aprendi o choro, a direcionar o olhar, usar minhas mãozinhas e meu corpo todo e fui começando a fazer sons com minha língua, boca, depois dentinhos. Bem bebezinha mesmo eu já olhava atenta para o que as pessoas falavam, tentava imitar os barulhinhos, mas era bem difícil. Com uns 5 meses, além de sorrir eu já gargalhava e parecia ter um senso de humor mesmo, porque ria quando era para rir. Observava o tom de voz que falavam comigo e já percebia se estavam gostando ou não do que eu estava fazendo. Dependendo disso eu continuava, parava ou chorava. Nessa época também comecei a dar meus primeiros gritinhos, que às vezes dava até no meio da noite. Desde então, quando eu acordo já descansada, nem choro, começo a falar sozinha. Antigamente, eram uns sons malucos que eu conseguia fazer, hoje já são algumas sílabas e até palavras, acreditam? Mas, tive um caminho até chegar nisso...





Além de falar, sempre me expressei muito bem com meus gestos, né? Meu dedinho é famoso desde a barriga da mamãe. Sério, em uma imagem do ultrassom apareci apontando o indicador. Depois ele se tornou minha marca registrada, pois apontava tudo, queria colocar no nariz das pessoas e elas falavam "bibi", era tipo meu comprimento. Também brincava de "ET" com a vovó, encostando dedo com dedo. Tio Nescau até me chamava de "Alice-dedinho".




Meus gestos nem se fala, né? Evoluiram demais. A partir de uns 6, 7 meses aprendi a mandar beijo e dar tchau. Dava tchau para tudo, da árvore à televisão. Depois a fazer "vem", bater palminhas e dar "uta" (abraço) em todos brinquedos e depois pessoas (os que eu gosto, claro!). Fazer o "cadê?" com as mãos e falar algo parecido veio logo, principalmente quando aprendi a brincar de esconder, que adoro! Colocava as mãos na cabeça quando alguém dizia "ai, meu Deus!"




Também aprendi a mostrar cada parte do meu corpo quando perguntavam, da orelha ao barrigão. Tanto que minha música favorita nessa época era :"cabeça, ombro, perna e pé", eu tento fazer essa coreografia até hoje, mas é bem complicado, gente! Hoje to em outro nível e já tento falar o nome de tudo isso, tipo "de" para dente, "bo" para boca e assim vai. Os mais fáceis e que adoro falar são pé, mão e bumbum.




Imitar os bichos é outra brincadeira que me põe em ação. Faço o auau, o miau, o mu, o me, o vôo da borboleta e a cara do macaco, entre outros. Praticamente uma artista! Mas, arraso mesmo fazendo o "charminho", com a mão no queixo. Quem resiste?